Setor de Artes Cênicas da Fundação Nacional da Arte/Funarte do Instituto Nacional de Artes Plásticas
Estava escrevendo sobre a particularidade do nome Galeria Macunaíma e ficando à par da curiosa história de seu nome ter sido três vezes utilizado por esquemas diferentes, todos à sombra do governo federal, e registro que, a partir de 1982, o esse nome foi absorvido para designar uma das galerias do setor de Artes Cênicas, da Fundação Nacional de Arte/Funarte do Instituto Nacional de Artes Plásticas, com sede no Rio de Janeiro. De repente, me senti incomodado com a empáfia do som resultante: "Setor de Artes Cênicas da Fundação Nacional da Arte/Funarte, do Instituto de Nacional de Artes Plásticas". Fiquei achando que a panca do nome deve servir para disfarçar a brutal indiferença com que o setor de Artes Plásticas é tratado no país, além de consumir, para valer, grandes verbas orçamentárias com diferentes diretorias, carros, secretárias, serviçais, sedes, catálogos, convites e que tais. Há 26 anos me dedico à pesquisa na área das Artes Plásticas, recebendo convites e correspondência de todos os cantos do país, e nunca fiquei sabendo de qualquer melhoria realmente significativa com que o posudo Instituto Nacional de Artes Plásticas tivesse realmente contribuído para o mercado de arte e seus profissionais, exceto por umas e outras exposições em espaços públicos que serve para emprestar seu pomposo nome para o currículo do artista, mas que ninguém vai. Burrice meridiana! Por quê temos que agüentar tudo isso? Por quê o governo não prestigia a iniciativa privada, desmonta toda essa custosa parafernália e cai fora desse custo idiota? Por quê não cuida de regulamentar a profissão de artista plástico, já que há Faculdades de Belas-Artes por todo o país, para ensinar uma profissão que não existe oficialmente? Julio Louzada julho de 2005.